Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de abril de 2011

Há mais de treze anos você foi embora. Faz mais de treze longos anos que eu não te vejo. Que não sinto seu cheiro. Que não ouço a tua voz. Faz mais de treze anos que eu tenho um vazio preenchido. Faz mais de treze anos. Você se foi sem me dar um beijo, um abraço. Tudo o que restou foi uma mensagem na caixa postal. E mais nada.
Hoje, mais um dia qualquer desta minha jornada você apareceu. Repito: você apareceu. Em sua melhor e mais bonita forma mostrou-se para mim. Na beleza singular que te pertence, sorriu. Faz mais de treze anos e você sorriu! Quis me abraçar, mas eu corri. Eu corri porque eu queria te entregar alguma coisa que significasse o quão importante você é. Qualquer coisa que dissesse: eu te amo e sinto sua falta.
No fracasso de minha busca, retornei ao meu lar, onde você pacientemente me aguardava. E eu, sem saber que o tempo que tinha era curto retornei e quis tanto te abraçar. Eu quis te beijar e te abraçar e te beijar e te abraçar e te beijar e abraçar. E os dias poderiam acabar nessa sequência. Mas você tinha de ir. Você, mais uma vez precisava me deixar. Eu compreendi. Eu não entendo bem o porquê, mas eu compreendi que você tinha de ir.
Em seu único, em treze anos, momento de folga veio me presentar com ouro, e ainda mais com a sua presença. Você disse que cuidara de mim durante todo esse tempo e que não esteve ao meu lado porque realmente não pudera. Você tinha que ir, mas ainda assim sorria, como se estivesse na paz eterna. Como se os dias fossem calmos e serenos.
Obrigado, pai, pelo ouro, pelo sorriso, pelo amor. Eu sinceramente, peço a Deus que cuide eternamente de nós.
Eu te amo e sinto a sua falta.